Cantando em Galhos Distantes

Companheiras e companheiros de árvores, de gaiolas, até logo.

Lá me vou cantar um pouco pelas bandas do Rio de Janeiro. Bato asas hoje, lá chego sol alto desta terça.

Vou ver se consigo cantar de lá, que em galhos distantes este pássaro fica ainda mais retraído, mas mais forte que a timidez é a vontade de cantar.

Se não o fizer, que ecoe até cada uma, cada um de voces, meu canto mais temperado – doce e amargo que é toda viagem, o amargo sendo a partida daqui e, depois, a partida de lá. Toda partida é amarga. Mas chocolate amargo é o meu favorito. E o amargo da vida afina as cordas mentais dos instrumentos que são nossas vozes, apura nossos cantos.

Beijos, lindas pássaras. Até a volta, que sempre é mais rápida do que a gente suspeita.

Beijo

2 Respostas para “Cantando em Galhos Distantes”

  1. Coió-coió Disse:

    uirapuru-querido,
    vá encantar as cariocas com seu canto afinado e lírico. Mas volte logo, cheio de deliciosas histórias pra nos contar. Pie muito por aquelas bandas e especialmente nos ouvidos absolutos da minha marida!
    Beijos beijos

  2. Alline Disse:

    E leve meu canto pra minha terra…pq lá tem palmeiras, onde canta o sabiá…as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá…

    Beijos, divirta-se!

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